sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sacrifícios para todos e uma longa vida ao camarada Nuno Crato

Gabinetes do Secretário de Estado do Ensino
Superior e da Secretária de Estado da Ciência

Nos termos e ao abrigo do disposto nos n.os.3 e 4 do artigo 2.º e no
artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 262/88, de 23 de julho:
1. É nomeada Helena Isabel Roque Mendes para, no âmbito dos nossos
Gabinetes, exercer funções de apoio à Rede Informática do Governo
(RING) e de interface com o Centro de Gestão da Rede Informática do
Governo (CEGER).
2. A nomeada auferirá uma remuneração mensal de € 1.575,00 (mil
quinhentos e setenta e cinco euros), atualizável na mesma percentagem do índice 100 da escala salarial das carreiras do regime geral da função pública, acrescida do subsídio de refeição que estiver em vigor.
3. Nos meses de junho e novembro, para além da mensalidade referida no número anterior, será paga outra mensalidade de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), a título de abono suplementar.
4. Os encargos resultantes do presente nomeação serão suporta-
dos pelo orçamento do Gabinete do Secretário de Estado do Ensino
Superior.
5. O presente despacho produz efeitos a partir de 28 de junho de 2011, e é válido pelo prazo de 1 ano, renovável, até à sua caducidade, conforme o previsto na parte final do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 262/88,
de 23 de julho.

11 de janeiro de 2012. — O Secretário de Estado do Ensino Superior,
João Filipe Cortez Rodrigues Queiró. — A Secretária de Estado da
Ciência, Maria Leonor de Sá Barreiros da Silva Parreira.
205587043

Despacho (extrato) n.º 774/2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O culto do culto do culto



Obra magistral a não perder ainda que bastante longa. Tenham paciência porque trata-se, efectivamente, de um querido líder.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Dois mil e doze noves fora...

 Ele é a troika que são pr’ái 400 ou 500; ele é profecias de astrólogas, tarólogas, politólogos e professores; ele é calendários interrompidos, inclinações dramáticas de vários eixos e seres salvadores de outros planetas que já cá estão mas…  na descontra; ele é alteração do DNA, aumento do IVA e o DN a aderir ao Acordo Ortográfico; ele devia ser permitido pisar a relva, pontapear as portas e caçar coelhos fora de época e sem licença. Tudo isto logo no príncipio de 2012, alguém acredita que os novos Maias nos vão deixar chegar ao fim?

sábado, 24 de dezembro de 2011

Que mil árvores de Natal floresçam!

Agradeço ao Miguel Cardina a publicação deste precioso material nesta véspera de um dia de palhinhas para alguns. É um natal EDP, Três Gargantas e que mil árvores de Natal floresçam e que mil milhões de euros encham os bolsos dos do costume aqui ou no Brasil, e que o Governo se empanturre de filhoses até rebentar. Obrigado Jesus por nos teres enviado, de novo, uma troika. Baltasar, Gaspar e Belchior seguindo a estrela, passo a passo!
Longa vida ao camarada Passos!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A bem da Nação

Venerandos e obrigados somos por ter tão lúcido pensador no grupo de trabalho que propõe a reformulação da RTP.
A RTP como máquina de propaganda não é novo. A novidade é a integração no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Outra novidade é que tudo isto seja dito com total e despudorada displicência, tudo isto "não deve ser questionado". A bem da Nação que por acaso ainda é democrática, coisa que o duque ignora, que se ponha o duque na rua.

domingo, 13 de novembro de 2011

Procuram-se políticos

A União Europeia tem três coisas em comum: o Euro, o verbo e a contabilidade. O Euro é sabido o que é, uma moeda que dizem que é comum, que vale tanto na Alemanha como em Portugal por exemplo. O verbo é ACALMAR. Acalmar os mercados. Todos os comentadores, analistas, economistas, “políticos” de todas as nacionalidades europeias falam em acalmar os mercados. Há poucos anos ainda se falava em dois elementos: o mercado e os consumidores. Hoje, os consumidores são os que pagam para o mercado se acalmar. E por mais que paguem menos se acalma a besta porque o capital, já o sabíamos, é insaciável. A outra coisa em comum da UE são os contabilistas. Os políticos foram sendo substituídos por contabilistas. A epidemia Medina Carreira contamina a Europa e não há vacina. Até o Sílvio uma figura decadente, corrupta, obscena mas, apesar de tudo um homem político, vai ser substituído por alguém que acalme os mercados. Seria intelectualmente interessante e fértil se a política desse lugar à economia mas não, mangas de alpaca tecnológicos com orçamentos lap top, invadem a cidadania, instalam-se na comunicação, dão cabo das nossas vidas, tentando acalmar os mercados. Também não leram os clássicos. É sabido que os contabilistas são gente pouco “lida”, gente Excel, gente que não sabe nada do mundo e da vida, gente que não tem passe social, gente que nem sequer é a elite do país mas habita num limbo Xanax calmante dos mercados. Gente que alimenta a especulação para tentar saciar a alta finança, os bancos, os especuladores. A política acabou estamos no ciclo folha de cálculo, no ciclo do sofrimento a que eufemisticamente chamam crise. Eu, correndo o risco de me voltarem a chamar radical pequeno-burguês, até quero que os mercados se enervem, estoirem de gula, vomitem em estertor bilioso mesmo que, também nós, sejamos obrigados a vomitar as entranhas. Prefiro uma crise aguda e potencialmente fatal que uma prolongada doença crónica com ausência de cuidados paliativos terminais. Procuram-se políticos!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Declaração de voto

Treze deputados do PS apresentaram declarações de voto para votarem de acordo com a bancada, isto é, abstendo-se. Eu estava convencido que uma declaração de voto tinha lugar quando um deputado votava ao arrepio da sua bancada...afinal não!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ir mais além

Não chegam greve gerais, não chegam debates parlamentares mornos com 0,001% de oposição bacoca, não chegam polémicas quentes sobre leitinhos com chocolate, não chegam considerações técnico-económicas sobre modelos sarko-merklianos, não chega ouvir e calar considerando que o nosso fado é morrer primeiro para euro ressuscitar depois, mendigos e nus; não chega comentar sobre o dinheiro podre e off shores nas margens da corrupção; não chega ofender-se com gordos balofos empunhando puros cubanos, talvez do contenente; não é suficiente caminhar sistematicamente sobre os mesmos passos sem vergonha e nada fazer ou, apenas, refilar; não chega! Demos anos de vida para alcançar alguma felicidade; trocámos confortos por ideias na ânsia da paz; lutámos pela possibilidade em tempos impossíveis, pela possibilidade de mudar alguma coisa, pelos mínimos da dignidade, pela cabeça erguida; por um futuro certamente imprevisível mas possível de encontrar nos caminhos da vida. Deparamos agora com um muro polido de políticos mansos por onde não é possível trepar, um muro revestido de todas as pulhices, de todas as complexidades blindadas, de todas as tiranias financeiras, de todos os atentados aos direitos mínimos dos pobres, dos trabalhadores. O caminho que se adivinha é um longo sofrimento, um empobrecimento progressivo, uma paralização do pensamento, da relação, da cultura. O que se avizinha é uma vida em rewind, um regresso ao não discutimos a pátria, uma cristalização de ricos cada vez mais ricos e de pobres tão empobrecidos que não há disso memória. O que se avizinha é insustentável em termos de cidadania. Por isso não chegam greves nem manifestações, é preciso ir mais além, bastante mais além, onde lhes doa.  

O orçamento é dele